CODAPAR

29/01/2019

Controle de qualidade Codapar é o diferencial do Porto de Paranaguá

29/01/19

O Porto de Paranaguá tem característica diferenciada dos demais portos brasileiros quando se trata de exportação de soja, milho e farelo de soja. Para otimização de seus embarques, principalmente dos berços de atracação dos navios e dos equipamentos existentes, denominados de Corredor de Exportação, o Porto de Paranaguá opera com sistema de "pool de exportação" em unidades de armazenagem públicas. Os armazéns dos terminais de exportação privados, responsáveis pela gestão da qualidade de seus produtos, acabam também participando de embarques simultâneos com sistema de pool de exportação, então sujeitos ao mesmo controle dos demais.

Este sistema tem seus estoques de origens múltiplos o que exige rigor no controle da qualidade para manter-se o padrão de exportação exigido pelas normas oficiais ou as contratuais. O mesmo ocorre quando se embarca no mesmo navio, cargas originadas de mais que um terminal de exportação, seja ele público ou privado.

É aí que entra a CODAPAR. Já no início das exportações do complexo soja, as operações pelo Porto de Paranaguá foram realizadas com estoques de produtos formados por diversas origens (pool).  Muitos seguiam corretamente as exigências do padrão contratual e outros tantos exportadores praticaram fraudes e empurravam produtos fora do padrão, com excesso de impurezas e matérias estranhas. Muitas vezes lotes enormes de produtos avariados ou queimados devido ao mal estado de conservação. Tudo ao preço de soja cotada pela bolsa de Chicago. Farelo de soja com teores de proteinas fraudados com adição de uréia, e para elevar peso, adicinavam matéria mineral (terra), gravetos etc.

Os países de destino reclamaram ao Itamaraty para que o governo brasileiro intercedesse nas operações, uma vez que havia total insatisfação dos importadores, principalmente porque os documentos denominados de Certificados de Classificação, emitidos por empresas controladoras de qualidade quando o produto é embarcado nos navios, não expressavam a real qualidade do produto recebido no exterior.

No Estado do Paraná, depois de inteirado dos fatos, a APPA – Adminstradora dos Portos de Paranaguá e Antonina editou regulamento para formação dos estoques dos produtos do corredor de exportação e uso das instalações portuárias, estabelecendo a necessidade de ocorrer o controle de qualidade por única controladora (empresa de classificação de produtos) e deu preferência àquela existente no Poder Público.

A escolha foi aprovada pelos exportadores que de imediato constataram efeitos positivos no mercado externo. A credibilidade quanto aos Certificados de Classificação emitidos pelas controladoras multinacionais passaram a existir. Logicamente havia razão para isso, uma vez que somente produtos dentro dos padrões de exportação estavam sendo autorizados a participar dos estoques para exportação, não haveria mesmo como ocorrerem embarques com produtos de baixa qualidade.

Atualmente, estão identificados os chamados prêmios em dólar quando da cotação pela Bolsa de Chicago, principal norte dos preços contratados para os produtos soja e farelo de soja quando exportados pelo Porto de Paranaguá.

Em períodos de safra, a CODAPAR atende ao controle de qualidade de mais de 2.000 caminhões e 480 vagões por dia. Para tanto dispõem de profissionais experientes e laboratório técnico reconhecido. Atua com auditorias nos embarques de vagões no eixo de Maringá /Londrina, promovendo o controle da qualidade na origem para dar fluidez logística para o transporte ferroviário. Com essa tarefa a CODAPAR possibilitou a liberação de uma máquina de tração, antes fixada em Paranaguá, e um circuito fechado de movimentação diária de vagões de um dia a mais por semana. Isso representou 20% de disponibilidade de vagões aos exportadores brasileiros principalmente os produtores paranaenses.


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Fonte: CODAPAR

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