HISTÓRICO

Com a retomada do crescimento econômico no pós-guerra, a agricultura paranaense expande-se em todas as regiões do Estado. Intensifica-se a colonização do Sudoeste. No Norte caem as florestas, dando lugar cada vez maior ao café, que comanda uma agricultura cada vez mais pujante. Os machados, as serras e os tratores avançam pelo Noroeste e pelo Oeste, atingindo as últimas fronteiras da geografia estadual.

A despeito de todo o vigor dos agricultores, faltavam estradas, sementes de qualidade, maquinário agrícola e armazéns que pudessem armazenar suas safras.

O papel intervencionista do Estado começa a ser desenhado, no que culminaria com o modelo do regime militar dos anos 70: grandes companhias estatais encarregadas de modernizar o país, apoiadas numa estratégia de segurança nacional.

A CODAPAR foi precursora deste modelo.
Criada em 1956 propunha sanar os graves problemas de armazenagem do Estado, implantando uma rede de armazéns, inicialmente em Curitiba, Campo Mourão, Guarapuava, Pato Branco, Assaí e Maringá. Ao longo dos anos, a medida em que a fronteira agrícola se expandia, exigia-se novos armazéns, surgindo daí os graneleiros que abrigavam safras cada vez maiores.Também com a expansão da agricultura, o setor passou a demandar por melhores estradas, maquinário agrícola e sementes de qualidade. Para atender a esta demanda a Companhia passou a atuar com mecanização agrícola, preservação, beneficiamento e industrialização da produção agrícola, aquisição e venda de insumos e implementos agrícolas.Mantinha o monopólio da produção de sementes de algodão no Estado num período em que o Paraná destacava-se como um dos maiores produtores nacionais desse produto.Destacou-se na importação de sementes de trigo mexicano, de alta produtividade. A semente introduzida oferecia produtividade em torno de 50% superior à obtida com as variedades anteriormente cultivadas no Estado.Nos anos 70 importou matrizes de gado leiteiro (E.U.A. e Canadá) e executou outros programas que permitiram a importação de ovinos e cavalos de tração (Bretão e Percheron) trazidos da França.Nos anos 80 a Companhia é peça-chave na política de armazenagem como empresa reguladora de estoques, principalmente de trigo, seguindo a política centralizadora do Governo Federal.No inicio dos anos 90 com o decreto do Governo Federal e o fim da política estatal do trigo, a Companhia passou a atender as regiões carentes de estruturas de armazenagem, além do atendimento a política do chamado estoque estratégico do Governo. Ainda dentro de suas funções de governo aplicou-se mais acentuadamente na busca de novas tecnologias para o setor, com a implantação de secadores de baixo custo, armazenagem com atmosfera controlada, estocagem de grandes massas em silos bunker’s de fácil montagem, armazéns emergenciais padrão próprio/piscinas, entre outros.
    

Neste período ainda uma nova atividade passou a fazer parte das ações da Companhia, assumindo a administração da Estação Aduaneira de Fronteira, em Foz do Iguaçu.O fomento também foi fortalecido, voltando suas ações principalmente para a promoção e melhoria da renda e do bem-estar dos pequenos produtores, tendo como principais linhas de trabalho:

  • Fomento à fruticultura, com produção de mudas de alta qualidade: citros, morango, banana, abacaxi, figo, noz macadâmia e café;
  • Fomento a produção animal através dos centros de produção animal, estações de piscicultura, importação de matrizes e reprodutores;
  • Implantação de terminais e usinas de produção de calcário visando o fornecimento do corretivo para a melhoria da qualidade do solo;

Hoje, inserida num grande processo de modernização do Poder Público, a Companhia vem adotando uma filosofia de atuação voltada ao sentido mais amplo do desenvolvimento agropecuário, tem como missão, a melhoria da infraestrutura rural através da execução de projetos de conservação de solos e a adequação de estradas rurais permitindo uma produção ambientalmente correta e sustentável, além do escoamento seguro das safras. Possibilita também, através de sua rede de armazéns, estrategicamente distribuídos junto às principais zonas produtoras, a que o produtor armazene sua produção, aguardando o melhor momento da comercialização.

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